sexta-feira, 16 agosto 2019
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Sabe com quem está falando?

Sabe com quem está falando? É a famosa frase típica dita por alguém que pretende dar uma “carteirada”! Tal fenômeno, tão comum em nossa sociedade, ocorre quando alguém pretende auferir algum tipo de vantagem ou privilégio em razão de seu cargo, profissão, condição financeira ou posição social. Nos condomínios, a “carteirada” ganha contornos ainda mais imorais, pois todos os condôminos possuem exatamente os mesmos direitos e obrigações, não existindo qualquer tipo de hierarquia ou subordinação entre eles. Infelizmente a “carteirada” está se tornando uma prática cada vez mais comum nos condomínios, o que provoca acirramento dos ânimos e fragilização dos procedimentos de segurança.

Vale citar as formas mais usuais de “carteirada” nos condomínios:

“Eu que pago o seu salário” – Esta é a modalidade mais clássica quando o morador diz essa frase ao porteiro. Basta barrar um morador na portaria ou então proibir a entrada de um veículo sem identificação, para isso ocorrer. É o que chamamos tecnicamente de temor reverencial. E, cada vez que um morador assim age, ocorre a fragilização de todos os procedimentos de segurança, sem falar no constrangimento causado ao funcionário.

“Mas você não apita nada aqui, pois é um mero inquilino e eu sou proprietário” – Esta é outra “carteirada” ou pérola clássica quando um proprietário julga ter mais direitos do que um inquilino.

Vale lembrar que os inquilinos são usuários do condomínio, pagam as despesas ordinárias tal qual os proprietários e obviamente não são moradores de segunda classe. Há também os moradores antigos, que julgam possuir direitos adquiridos no condomínio e logo falam aos novos moradores “você é novo aqui, não sabe como as coisas funcionam”.

– Por fim, vale mencionar aquela revoltante situação em que os próprios gestores do condomínio (síndico, subsíndico e conselheiros) se aproveitam dos cargos para na base da “carteirada”, legislar em causa própria, privilegiam os amigos, punem vorazmente os opositores, utilizam os funcionários para assuntos particulares, dentre outras
práticas abusivas.

Para conter esses abusos é importante utilizar o livro de ocorrências do condomínio para noticiar e documentar irregularidades, para que a administradora tenha ferramentas para apurar o caso e penalizar o infrator.

 

Marcio Rachkorsky

Advogado Especialista em Condomínios;

Comentarista da Rádio CBN e Colunista do SíndicoNet.

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