quinta-feira, 20 junho 2019
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Quando rachaduras, trincas e fissuras afetam a segurança dos condôminos

Um ano depois do aparecimento de rachaduras no Edifício Morada do Sol do Bairro São Vicente em Itajaí, que resultaram na interdição e desocupação dos apartamentos, voltamos lá para conversar com a síndica profissional Joice Honório.

Veja também: Estrutura do edifício ameaçava entrar em colapso

Joice, como começaram as rachaduras no edifício?

Alguns meses antes apareceram rachaduras em um dos lados do prédio, mas a Construtora resolveu o problema. E no dia 30 de maio de 2018, surgiram novas rachaduras, desta vez em outro lado, e que em questão de 4 horas abriram muito e começaram a estourar os tijolos dentro do apartamento. Daí optei em chamar além dos engenheiros da Construtora, a Defesa Civil e um Engenheiro Perito particular, para que pudesse estar nos auxiliando, sobre a melhor forma de agir. Foi constatado que houve um problema no preenchimento do concreto no bloco estrutural, como se tivesse formado uma bolha de ar.

E como foi resolvido de imediato os problemas das rachaduras?

O engenheiro que contratamos, por ser especialista em recuperação predial e ter muita experiência em casos como este, solicitou à construtora que arrumasse alguns homens para fazer o escoramento começando pelos primeiros andares, até o sexto andar. Mas acima do sexto andar os moradores também tiveram que desocupar seus imóveis de imediato para que as obras pudessem ocorrer com segurança.

Com a interdição do prédio, como ficou a situação dos moradores e como conseguiu lidar com a situação?

No momento tínhamos 67 moradores. Foi difícil pois não sabemos a maneira que cada um vai agir diante de uma situação de pânico como esta. É preciso ter paciência e pulso firme, pensando primeiro em sanar o problema. Tínhamos moradores acamados, gestantes, e muitos recém tinham se mudado. Estavam mobiliando seus apartamentos, pois o prédio tinha sido entregue há 8 meses. Os moradores foram transferidos para um hotel, e depois de 10 dias de obras os do 6º andar para cima foram liberados para reocupação. Já os moradores dos primeiros andares tiveram que esperar até 40 dias. Apenas os moradores do apartamento que teve a estrutura comprometida não retornaram.

Qual foi o trabalho da construtora que comprovou que a edificação está segura?

Os pilares principais não foram afetados. Mas a construtora realizou várias obras como o fortalecimento estrutural do 1º ao 6º andar do lado onde surgiram as rachaduras, e foi feito um apoio nas paredes laterais do edifício como reforço. Também instalaram no solo do prédio um equipamento que detecta qualquer movimentação mínima da estrutura. Com isso foi entregue um laudo de cada andar que comprovou que a edificação está segura.

Condomínio que ameaçou desabar em Itajaí, SC.

 

Síndica Joice, que nos contou como foi a experiência.

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