sábado, 20 julho 2019
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Instalações de GLP: Cuidados e orientações sob a ótica do Corpo de Bombeiros Militar

Não há dúvidas que o uso do gás canalizado em condomínios proporciona conforto e comodidade aos moradores. No entanto, a fim de evitar acidentes, é imprescindível manter a manutenção do sistema em dia e solicitar a vistoria anual para fins de atestado de funcionamento do Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina (CBMSC). Não são raros os casos de acidentes envolvendo o gás liquefeito de petróleo (GLP), a exemplo da recente explosão ocorrida em salão de festas de condomínio situado na Av. Atlântica, em Balneário Camboriú. Isso posto, neste artigo serão abordados assuntos pertinentes à segurança em instalações de GLP.

A rede inicia-se na central de gás, geralmente localizada no exterior das edificações. Destinada a abrigar os recipientes de armazenamento de gás – os tradicionais botijões -, a central de GLP deve sempre ser instalada a uma distância segura da edificação, para que um eventual vazamento não ofereça risco à estrutura. Alguns itens importantes a serem inspecionados periodicamente na central são:  possíveis desgastes nos botijões; armazenamento indevido de materiais no interior da central; e as condições dos aparelhos extintores.

Na parte externa da central de gaś, deve haver um conjunto de controle de manobra, composto por válvula reguladora de pressão de 1º estágio, manômetro, registro de corte, e tê plugado para teste de estanqueidade. É fundamental verificar se o manômetro indica pressão da rede primária abaixo de 1.5 kgf/cm² (valor máximo considerado seguro) e se o registro de corte está funcionando adequadamente. Os laudos de estanqueidade da rede de GLP, emitidos obrigatoriamente por profissional habilitado em entidade de classe, atestam que não há nenhum vazamento interno na rede de gás canalizado, e são exigidos a cada 5 anos ou em casos de suspeita de vazamento pelo CBMSC.

A rede primária compreende todo o caminho percorrido pelo GLP entre o conjunto de controle e manobra, e os abrigos, localizados nos halls dos apartamentos, onde devem ser instalados  para cada apartamento: registro de corte, válvula de 2º estágio e medidor de gás, nessa sequência. Os principais cuidados com os abrigos são os seguintes: as portas de acesso devem ser do tipo veneziana para que em caso de um vazamento os moradores possam sentir odor do GLP e tomarem as providências necessárias; os medidores devem estar devidamente identificados com o número do apartamento, para que possam ser fechados com precisão em casos de emergência; as condições das válvulas de 2º estágio e dos medidores, que, em geral, têm validades de 5 anos e de 10 anos, respectivamente, determinadas pelo fabricante, devem ser verificadas periodicamente.

A rede secundária, por sua vez, conduz o gás proveniente dos abrigos aos pontos de consumo dos apartamentos, isto é, fogões, aquecedores, churrasqueiras, etc. Dentro dos apartamentos, em áreas onde há uso de aparelhos que consomem GLP, é de suma importância manter as ventilações permanentes sempre desobstruídas, pois elas têm a função de garantir a renovação do ar, mesmo quando as janelas encontram-se fechadas, evitando o acúmulo de GLP no ambiente num caso de vazamento e eliminando os gases tóxicos proveniente da queima do gás.

Concluindo, deixamos a seguinte reflexão: “o sinistro ocorre onde a prevenção falha”. Em caso de emergência, ligue para o CBMSC (193).

 

 

 

Adrian Cristian Amorim Machado

Vistoriador do CBMSC

 

 

 

 

Bruno de César Toledo Camilo

Aspirante a Oficial do CBMSC

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