sexta-feira, 15 dezembro 2017
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Fazer mais com menos

Bom como o próprio título fala, estamos em busca é de eficiência, ou seja, fazer mais com menos. Na construção civil, essa pratica está em produzir mais com uma equipe enxuta.
Na atual conjectura econômica em que vivemos no Brasil, o empresário, construtor, empreiteiro e todos os demais setores da cadeia produtiva da construção civil, vem se empenhando em conseguir encontrar maneiras de alcançar maior produtividade sem perder a qualidade.
Diante desse panorama geral, a situação tem como agravante a maior oferta de imóveis que encontramos atualmente no mercado. Assim, as construtoras viram seu lucro ser reduzido, não conseguindo repassar ao cliente final os acréscimos pertinentes a gastos com mão de obra e materiais. A solução foi sair em busca por alternativas para ter mais eficiência nos processos construtivos, ganhando velocidade, agilidade e evitando desperdício de material e mão de obra.
A título simplificado de exemplo aplicado e testado, encontramos o Sistema de elevação de alvenarias com uso de cola.
A aplicação desse sistema indica de imediato as diferenças consideráveis em seu funcionamento. Tradicionalmente era necessário ter uma betoneira e operador de máquina, quanto ao processo, misturava-se areia, cal e cimento, e com esse composto finalizado, o transporte é feito por meio do carrinho ou girica, de modo a levar esse material até o local onde será erguido a parede.
Na sequência, faz-se presente a figura do ajudante (servente) para alcançar a massa, raspar e juntar o excesso que poderá cair no chão, muitas vezes, a massa se contamina com outros tipos de materiais e não servira mais na produção das unidades habitacionais, tendo como destino a caçamba de lixo, resultando em desperdício.
Quanto ao Sistema de elevação de alvenarias com uso de cola, já no início, nota-se a diferença. Primeiramente, não há uso de betoneira, (agilidade e velocidade, mão de obra) pois o produto vem pronto para a aplicação em embalagens de sacos plásticos. Assim, é levado diretamente ao pedreiro, que assenta os blocos (tijolos). O ajudante (servente), não é necessário, pois o próprio pedreiro pode fazer o uso racional do produto.
Outro benefício, pode ser observando quanto ao corte de blocos, que diminui consideravelmente, resultando em um menor volume de entulho gerado e obtendo economia. Lembrando que, o profissional que for fazer uso deste sistema construtivo deverá usar blocos normatizados e realizar testes até se acostumar com o produto. Contudo, o grande problema é sempre mexer na zona de conforto, afinal, tudo que é novo gera resistência.
Passada a fase de resistência dos funcionários, a velocidade produtiva (m2/ dia) aumenta consideravelmente, sem perder qualidade, obtendo economia no volume de funcionários (serventes) lotados na obra e ainda reduzindo o transporte vertical e geração de entulho.
Após fazer o uso deste sistema, elaborei os cálculos para verificar se estava gerando lucro ou não, quanto ao tempo, material e mão de obra utilizada, e a resposta foi positiva. Entretanto, afirmo de antemão que não sou vendedor desse produto e nem de outros similares, apenas estou relatando a experiência que obtive com êxito, mediante a pesquisas previas sobre resistência, laudos técnicos, e testes aplicados em edificações sobre minha responsabilidade.
Sabemos que rapidez e qualidade nem sempre combinam, sendo difícil atingir os dois, contudo, as tecnologias mudaram e caso não estivermos atualizados, corremos o risco de sermos deixado para trás, e hoje a palavra-chave é eficiência.

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Eng Civil Rafael Haacke

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