sábado, 20 julho 2019
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A visão 2050 nos condomínios

Você é uma pessoa que decidiu morar em área urbana? No seu entorno novos edifícios estão sendo construído?

E as cidades ainda vão crescer muito!

Segundo as projeções da ONU a população atingirá até 2050, o pico populacional mundial, e é nas cidades que cerca de 70% a 80% da população viverá. As estatísticas são alarmantes e o impacto social e urbanístico das empresas, assim como dos condomínios, é grande. Devido a verticalização, a implantação exige redes de água, esgoto, drenagem, iluminação pública, coleta de lixo domiciliar, saúde, educação, transporte etc.

O ensejo atual é acelerar macro mudanças e o maior desafio é harmonizar o cidadão com o meio ambiente. Nesse sentido, os condomínios são elos que podem gerar impacto positivo na população, se integrados a cidade. Assim, os síndicos bem como as outras autoridades, devem ter maior sensibilidade pois constituem papel fundamental na implementação de novas práticas de responsabilidade socioambiental e na inserção de novas novos modelos de ações sustentáveis.

Os três pilares básicos da sustentabilidade são o desenvolvimento econômico, o social e o ambiental. Mas a Visão 2050 vai além! Pode-se citar a Natura Cosméticos, a Alcoa Alumínio e o Itaú como exemplos de empresas engajadas em transformar de maneira eficiente e conceitos como este podem ser aplicados nos condomínios.

Os valores e comportamento da Visão 2050 são:

  • Geração de ações de impactos positivos:
  • Valores e Comportamento;
  • Desenvolvimento Humano;
  • Economia de recursos, Materiais e Resíduos;
  • Biodiversidade.

A proposta segundo o Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável – CEBDS, é uma abordagem multidisciplinar, multissetorial e uma visão sistêmica para o tratamento dos principais desafios que afetam a nossa sociedade.

Temos que ter a percepção da mudança de valores e projetar o cenário do planeta onde viverão mais de 9 bilhões de pessoas, além de eleger as prioridades que devemos adotar urgentemente.

Um obstáculo ainda enraizado que deveria ser alvo de mudança é o conceito de sucesso individual, que fica claro quando grandes empreendimentos são aprovados sem a participação de arquitetos e da população e onde práticas de comissionamento são impostas com margens exorbitantes.

Se ainda não somos exemplos, temos que buscar nos espelhar em modelos que já deram certo. Um dos agentes de mudança positiva a citar, é o arquiteto e urbanista Jaime Lerner, que sempre ressaltou a importância da interação da comunidade com a cidade. Vale a pena a leitura do livro Acupuntura Urbana, onde muitas das “agulhadas” podem ser trazidas em menor escala para dentro dos condomínios.

Algumas campanhas públicas são formatos excelentes não só de conscientização e alteração do inconsciente coletivo, mas de integração e diversidade, que em muitos casos contribuem para realização pessoal, afastam doenças nas pessoas, nos edifícios e nas cidades.

Que tal começarmos por exemplo a buscarmos a aprovação da lei do IPTU Verde em mais cidades do Brasil?

Os síndicos e administradoras poderão colocar na previsão orçamentária práticas e ações sustentáveis, tendo a certeza que seu condomínio impactará menos no ecossistema e ainda trará economia aos moradores. São inúmeros os benefícios que a união entre arquitetos e síndicos podem trazer para condomínios e cidades mais inteligentes com eficiência e qualidade de vida.

 

 

 

 

Mirian Rodrigues

Arquiteta e Urbanista

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