sexta-feira, 15 dezembro 2017
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A Empatia no relacionamento condominial

Morar em condomínio exige muita tolerância e bom senso e é importante que as pessoas que pretendem morar em coletividade estejam preparadas para lidar com várias situações. O condomínio agrupa em um mesmo local um número considerável de pessoas, naturalmente com perfis, objetivos e gostos distintos. É natural que todas essas diferenças resultem em desentendimento e conflitos, pois, o conflito nasce da convivência do homem com suas contradições e interesses contrariados.

Quando as famílias decidem morar em um condomínio, muitas vezes não imaginam a complexidade da vida condominial e, principalmente, da existência de regras e normas. Esses moradores de primeira viagem deixam de habitar em um local onde podiam fazer “quase tudo” e passam a viver em um ambiente onde não podem fazer “quase nada”.

Esse tipo de morador irá passar por um processo de adaptação e aprendizado dentro do condomínio, então sugere-se que, com essas pessoas o síndico aja com mais ponderação e flexibilidade ao identificar uma infração. Porém, é comum encontrarmos nos condomínios moradores que cometem infrações com a triste intenção de prejudicar seus vizinhos e sem o mínimo de empatia. Com esse perfil de morador, o síndico deve deixar claro quais são as regras de convivência do condomínio e aplicar as medidas cabíveis, quando necessário.

Os novos moradores de condomínios não imaginam a complexidade das regras e normas!

 Mas, porque esse segundo perfil de morador age desta forma? Se podemos buscar maneiras de sermos felizes, já que o estresse e ansiedade é mal do momento, porque buscar desentendimentos e discussões que nos levam a sentir inúmeras sensações ruins como medo, raiva, humilhação, ressentimentos e frustrações?

Digamos que essas pessoas não possuem a habilidade da empatia, que é tentar sentir o que os outros sentem e o segredo para construir relacionamentos significativos e conviver em paz com outras pessoas. Essa habilidade não nasce conosco, porém, podemos no nosso dia a dia, de forma construtiva, colocá-la em prática.

Quem mora em Condomínio deve ter a habilidade da empatia que é tentar sentir o que os outros sentem para poder viver em paz!

A empatia é importante porque melhora a qualidade de vida tanto no nível pessoal quanto social e ajuda a nos sentirmos mais conectados com as pessoas ao nosso redor e a criar um senso de significado compartilhado. Além disso, a habilidade dos humanos de sentir empatia por pessoas diferentes de si mesmos, traz enormes ganhos sociais. Ela ajuda indivíduos e grupos a superarem o racismo, a homofobia, o classicismo e outros problemas da sociedade. É o alicerce para a cooperação social e ajuda mútua.

Além da empatia, a comunicação e o bom senso são fundamentais para a prevenção e resolução dos conflitos. O síndico deve encontrar formas e ferramentas de se comunicar com os moradores, assim como, colocar na ponta do lápis a gravidade da infração cometida antes de aplicar uma advertência ou uma multa, pois, a partir do momento em que o morador é advertido ou multado, ele pode enxergar no síndico uma inimizade, gerando malefícios para ambas as partes e inclusive, para todo o condomínio.

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Sharon Januário

Gestora da ADF Administração de Condomínios

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